Onde comer em Bonito: restaurantes, horários e o que esperar
O que comer em Bonito: pratos e ingredientes da região
A cozinha de Bonito junta peixe de rio, herança japonesa, influência paraguaia e frutas do cerrado. Saiba o que pedir e onde cada coisa aparece.
Atualizado em 24 de setembro de 2026 · Redação do Guia de Bonito
A cozinha de Bonito não é uma cozinha própria da cidade; é a cozinha de Mato Grosso do Sul servida para quem chega com fome depois de um dia de rio. Isso significa peixe de água doce, carne de gado, influência paraguaia, herança japonesa vinda de Campo Grande e frutas do cerrado nas sobremesas. Este artigo explica cada item e em que tipo de lugar encontrá-lo. Onde ficam os restaurantes e como funcionam os horários está em onde comer em Bonito.
Peixe de rio
É o prato que mais se associa à região. Os peixes mais comuns nos cardápios:
- Pintado, de carne branca e firme, sem espinhas, servido assado, na telha, à milanesa ou em caldo (a moqueca pantaneira usa urucum).
- Pacu, mais gorduroso, com costela assada e pratos fritos.
- Traíra, de sabor mais forte, tradicionalmente servida frita e, em algumas casas, desossada.
A disponibilidade varia com a época e com a origem. Parte do peixe servido vem de criação, e a pesca nos rios tem regras e períodos de defeso. Não conte com um peixe específico no dia; pergunte o que há.
Onde encontrar: nos restaurantes à la carte de peixe da avenida principal, quase sempre em pratos para duas pessoas e na faixa de preço mais alta da cidade. Nos buffets dos atrativos, o peixe aparece com frequência, mas sem a mesma variedade.
Sobá
Macarrão de trigo em caldo quente, com carne de porco ou bovina, omelete fatiada e cebolinha. Foi trazido a Campo Grande por imigrantes de Okinawa e virou prato regional do estado, com feira própria na capital. Em Bonito, é o jantar rápido de quem não quer pizza.
Onde encontrar: em casas especializadas e em alguns restaurantes japoneses e mistos do centro. Faixa de preço intermediária baixa.
Carne e cozinha pantaneira
Bonito fica numa região de pecuária, e isso aparece à mesa:
- Churrasco, com cortes bovinos e, em algumas casas, rodízio.
- Arroz carreteiro, arroz com carne seca ou charque, herança das comitivas que conduziam gado pelo Pantanal.
- Carne de sol, mandioca e farofa como acompanhamentos.
- Caldo de piranha, servido em algumas casas como entrada, mais comum na região do Pantanal do que em Bonito.
Onde encontrar: churrascarias e casas de carne da avenida; arroz carreteiro aparece também em self-services e em buffets de atrativos.
Influência paraguaia
A fronteira com o Paraguai deixou marcas na comida cotidiana:
- Sopa paraguaia, que apesar do nome é sólida: uma espécie de bolo salgado de milho, queijo e cebola.
- Chipa, pão de polvilho com queijo, parecido com pão de queijo, vendido em padarias, cafeterias e beira de estrada.
- Tereré, a erva-mate gelada tomada de guampa ou copo, com bomba, presente em qualquer roda de conversa do estado. Não é prato de restaurante, mas é a bebida que você vai ver por toda parte.
Onde encontrar: sopa paraguaia e chipa em padarias, cafeterias e como acompanhamento em self-services; o tereré, na rua.
Frutas do cerrado: sorvetes, doces e licores
É a parte mais própria da região e a que mais vale experimentar:
- Bocaiuva, fruto de uma palmeira, com polpa amarela e fibrosa. Vira sorvete, farofa e doce.
- Guavira (ou guabiroba), fruta pequena e ácida, colhida no fim do ano, considerada fruta-símbolo do estado. Vira sorvete, licor, geleia e suco.
- Pequi, de sabor marcante, mais comum em Goiás, mas presente em pratos e licores da região.
- Jatobá, de polpa farinhenta, em doces e farinha.
Onde encontrar: nas sorveterias da avenida, que são parte do programa noturno da cidade, e em lojas de produtos regionais, para levar licores, doces e farinhas.
Cachaça e bebidas
A região tem produção de cachaça artesanal, vendida em lojas de produtos regionais e servida pura ou em caipirinhas nos bares e restaurantes. Há também cerveja artesanal local em alguns bares. Sucos de frutas do cerrado aparecem nos cardápios, mas nem sempre feitos com a fruta fresca; pergunte.
Almoço nos passeios
A maioria dos atrativos de Bonito tem restaurante ou oferece almoço opcional. O formato quase sempre é buffet com valor fixo por pessoa: arroz, feijão, saladas, carne, às vezes peixe e sobremesa simples. Em alguns atrativos o almoço já vem no ingresso; em outros é reservado à parte, na agência, junto com o passeio. Como nem sempre dá para decidir na hora, pergunte à agência ao fechar cada passeio.
Nos balneários, há quiosques e lanchonetes, e muitos permitem levar comida. Em passeios de meio período perto da cidade, o mais simples é voltar e almoçar num self-service do centro, que é a opção econômica. Quem controla o orçamento encontra mais dicas em Bonito econômico.
O que priorizar em poucos dias
Se a viagem é curta, este é o roteiro gastronômico mínimo: um jantar de peixe de rio numa casa da avenida, um sobá numa noite de cansaço, sorvete de bocaiuva ou guavira depois do jantar e uma chipa no café ou na estrada. O resto vem por acréscimo. Os estabelecimentos cadastrados estão em restaurantes em Bonito, e o contexto da região, em sobre Bonito.
Perguntas frequentes
Qual é o prato típico de Bonito?
Não há um prato único. O que mais aparece nos cardápios é o peixe de rio, como pintado e pacu, em versões assadas, na telha ou fritas. Fora do peixe, o sobá, o churrasco e o arroz carreteiro representam a comida do estado, e o sorvete de frutas do cerrado é a sobremesa que se associa à cidade.
O que é sobá?
É um macarrão de trigo servido em caldo quente, com carne ou omelete fatiada e cebolinha, trazido a Campo Grande por imigrantes de Okinawa. Virou prato regional de Mato Grosso do Sul e é servido em Bonito em casas especializadas e em alguns restaurantes.
O que são bocaiuva e guavira?
Duas frutas do cerrado sul-mato-grossense. A bocaiuva é o fruto de uma palmeira, de polpa amarela e fibrosa, usada em sorvete e farinha. A guavira é uma fruta pequena e ácida, colhida no fim do ano, usada em sorvete, licor e doces. Em Bonito, as duas aparecem principalmente nas sorveterias.
Dá para almoçar durante os passeios?
Sim, e é o mais comum. Muitos atrativos têm restaurante com buffet de valor fixo, reservado na agência junto com o passeio. Alguns incluem o almoço no ingresso, outros cobram à parte. Em atrativos sem restaurante, leve lanche.